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sábado, março 27, 2004

Acordei bem disposto. Porquê? (pergunta você com esse ar desinteressado) Porque sou português ora pois. E vivo num país de primeiríssimo mundo. O entusiasmo diz respeito à qualidade da Justiça que se pratica nesta rica terra. Um certo Juiz, cujo nome não pronunciarei (NUNO MELO), considerou que não há qualquer motivo para submeter a Julgamento os 29 (!) arguidos do caso da ponte de Entre-os-rios. Diz o Dr. NUNO MELO que não foram recolhido indícios da existência de um crime, quando o que derrubou a ponte foram causas naturais. Causas naturais! Em bom rigor, de acordo com o NUNO MELO, os culpados não são os areeiros, tão pouco os técnicos da J.A.E. a quem cabe fazer a fiscalização da extracção de areias e do estado da ponte porque, como escreveu no Despacho de não pronúncia: "Como exigir que quem tem 500 pontes a seu cargo ou mesmo 200 possa actuar, preventivamente, sobre cada uma delas, ainda para mais quando não sabe qual o estado das mesmas ". De facto, é inacreditável como estes tremendos fiscais ainda não receberam a cruz da Ordem do Infante. Esperemos que o próximo 10 de Junho lhes traga Justiça. Já agora, premeie-se também o Juiz....como é que ele se chama? Ah, NUNO MELO! É claro que os fiscais não têm nada que adivinhar se as pontes estão ou não a cair...eles não sabiam o estado da ponte, bolas. Só quem estiver de má-fé é que não compreende isto. Digo-lhe mais querido leitor, este Excelso Juiz deveria julgar e absolver também os terroristas da Al-Quaeda que explodem arbitrariamente com inocentes. Está claro como água que são vítimas, não há que culpá-los dos ataques bombistas. A culpa não é deles, mas sim das causas naturais que rodeiam os atentados. Se não houvesse oxigénio no ar, não haveria reacção química que permitisse o deflagrar dos engenhos. Quanto ao facto de ter "desaparecido" do Processo a cassete de vídeo que demostrava o mau estado dos pilares da ponte, ou de terem sido arquivados, ou prescreverem as centenas de Processos de contra ordenação contra os abusos de extracção de areias pelos areeiros, isso são meras teorias da conspiração. Ora pois.

quinta-feira, março 04, 2004

Após os exames decidi voltar a este pequeno hobby, que de qualquer forma é lido por 3 pessoas todas as semanas, e permitir que o imenso público volte a rejubilar com estes magníficos pedaços de escrita.
E logo numa semana onde aconteceu um dos mais hilariantes casos da história de Portugal, o caso é também preocupante, mas isso deixo para quem de direito.
O excelso responsável autárquico de Marco de Canaveses, Avelino Ferreira Torres, voltou a brindar-nos com momentos de humor inalcansáveis para o comum dos mortais, ao reclamar de forma apalhaçada com o árbitro do último jogo que o Marco disputou no Estádio Avelino Ferreira Torres (como seria de esperar).
Este senhor que já era figura fulcral do folclore político português com as suas entrevistas à TVI directamente de uma cama de hospital, ou com os seus fulgurantes anúncios de candidatura a Camara de Amarante, decidiu agora virar as atenções para o futebol, quiça com a ideia de ajudar a promover o Euro 2004, que bem precisa.
Se a situação em si não fosse já hilariante o autarca decidiu ainda acorrer a todas as propostas de entrevistas dos telejornais, para nos deliciar com a sua visão de como a situação decorreu. Bom de mais para ser verdade.
Devo confesar em boa verdade que tudo isto chegava para me divertir durante uma semana, mas Figueiredo Lopes, ministro da Administração Interna, decidiu contribuir para o meu deleite ao elogiar o comportamento da GNR durante toda a situação.
Foi com saudade que recordei as imagens onde um indivíduo fardado tentava impedir Avelino Ferreira Torres de se chegar perto do árbito, mas tentava-o de uma forma particularmente peculiar, sem lhe tocar. É de facto costume ver este tipo de atitude na GNR conhecida como uma das polícias mais educadas da europa precisamente por ter inventado este método inovador de evitar os confrontos físicos.
Foi alias o próprio autarca numa das suas entrevistas televisivas que disse, para quem queria ouvir, que só não bateu no árbitro porque não quis, o que só serviu para confirmar a brilhante actuação da GNR.

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